Em uma bela manhã na cidade de Rolapix, nasceu uma criança destinada conforme um papagaio cigano a se tornar um grande pirata. Sua mãe faleceu após o parto, seu pai foi comprar cigarro e nunca mais voltou, o pequeno órfão encarava o horizonte com olhos brilhando de sonhos, imaginando batalhas épicas, tesouros lendários e principalmente comida grátis. O que ele definitivamente NÃO imaginava era que seu destino mudaria completamente após roubar e engolir, a famosa banana (cego-cego-nomi) do Capitão Bengala.
O que ele não sabia é que existia uma antiga lenda pirata que dizia: “Quem comer a banana do capitão… vai se arrepender MUITO.” A fruta era guardada por três cadeados e por um vira-lata caramelo como segurança. Mas naquele dia, guiado pela fome, o garoto roubou a banana levando um castor com dentes de alicate e um petisco. Algumas horas depois… PUF! A visão sumiu mais rápido que salário depois de cair na conta.
Mesmo cego, algo estranho aconteceu. Seus outros sentidos ficaram absurdamente apelões. Ele conseguia ouvir ondas brigando entre si a quilômetros de distância, sentir pessoas apenas pelo cheiro do cecê e prever tempestades antes mesmo das nuvens decidirem aparecer. O que parecia uma maldição virou praticamente um upgrade pirata.
Ainda assim, sua carreira começou humilde: faxineiro de navio pirata. Enquanto os outros lutavam, ele estava lá… passando pano no convés. Muitos zombavam dele, dizendo que um garoto cego não servia para nada no mar. Porém, numa noite silenciosa, ele ouviu uma conversa secreta entre alguns tripulantes. Eles planejavam matar o capitão e assumir o navio, roteiro no nível de novela das nove.
O plano dos traidores era simples: atacar o capitão durante a madrugada, quando ele estivesse sozinho e provavelmente roncando. Confiantes demais, eles falavam alto como se estivessem num podcast sobre traição pirata. Mal sabiam que o jovem faxineiro possuía ouvidos mais eficientes que fofoca de vizinha. Ele escutou absolutamente TUDO.
Sem perder tempo, o agora oficialmente cagueta profissional contou tudo ao capitão. O capitão, desconfiado (porque pirata confia menos que gato em banho), decidiu investigar e confirmou a traição. Como punição exemplar, os conspiradores jogados em-* um ninho de tubarões famintos. Impressionado com a coragem, lealdade e principalmente a capacidade auditiva absurda do garoto, o capitão tomou uma decisão histórica: coroou o ex-faxineiro como co-capitão do navio. Moral da história: nunca subestime um cego fofoqueiro que limpa o convés.
Foto do capitão Foto da criança